segunda-feira, 11 de julho de 2011

meditações diárias'

11 de julho Segunda


Chamados Para Pescar


Pois ele e todos os seus companheiros estavam perplexos com a pesca que haviam feito. Lucas 5:9

Ambiente de beira-mar. O mar azul e translúcido. Você escuta as ondas em marola quebrando preguiçosamente na praia, ou dando “tapinhas” no casco dos barcos. Sente em seu rosto o ar salgado. Um cheiro forte de peixe e restos de peixe. Ao caminhar pela areia grossa, você vê conchas quebradas, barracas abandonadas com areia acumulada à entrada. Mais adiante, vê pescadores que limpam as redes dos sargaços e de peixes que ninguém comprava. Acabavam de chegar de uma noite de pesca fracassada. Eram dois pares de irmãos, sócios de uma pequena companhia pesqueira.

Mas aquela seria uma manhã diferente, porque Jesus subiria com eles no barco. Ele utiliza coisas comuns para realizar coisas incomuns. Utilizou os instrumentos e o barco deles para demonstrar o que pode ser feito quando nos colocamos em Suas mãos.

O mundo vê fracasso nas redes vazias. Jesus vê oportunidades. Às vezes, fracassamos justamente onde tínhamos a certeza de que nos sairíamos bem ou em nossa área de maior conhecimento. Jesus mostra aquilo que podemos fazer quando obedecemos ao Seu mandado. Ele está sempre animando e dando uma segunda oportunidade.

Apesar de dizerem: “Já demos tudo o que podíamos”, Jesus os convidou a ir além do que sua limitada visão do poder divino conseguia ver. Ele quer nos tirar da comodidade, da segurança e das limitações que nos autoimpusemos. Ele diz: “Seu potencial é bem maior do que você pensa.” O desafio era o alto-mar, o risco, o desconhecido.

Jesus esconde Suas surpresas até que O sigamos. Não havia detector de cardumes, as águas do mar não resplandeceram, nem as redes brilharam. A surpresa não veio até o momento em que se atreveram a lançar novamente as redes. Ao ver as redes cheias, Pedro percebeu que estava na presença do Senhor que tudo pode, e reconheceu sua impureza: “Afasta-Te de mim, Senhor, porque sou um pecador” (v. 8).

Hoje você estará no seu trabalho, fazendo coisas comuns e incomuns, e poderá ter um dia banhado pela graça de Deus. Se seguirmos Sua palavra, o dia terá sido de boas surpresas.

Por que não convidar Jesus a entrar no seu barco hoje?

domingo, 10 de julho de 2011

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10 de julho Domingo


Não Deixe o Fermento de Fora


E contou-lhes ainda outra parábola: “O reino dos Céus é como o fermento.” Mateus 13:33

Pizzas, pães, bolos e panetones devem seu crescimento e boa aceitação ao fermento. Deixe-o fora da massa e todos eles perderão sua atratividade. Jesus usou muitas vezes em Suas parábolas metáforas que o povo conhecia: a rede de pescar, o campo do joio e do trigo, o grão de mostarda, etc., para ensinar verdades espirituais. Essas metáforas eram como uma centelha na imaginação dos ouvintes, despertando o interesse de todos para o que seria apresentado em seguida.

Uma de Suas menores parábolas é a do fermento. Apenas um verso. Nela, Ele queria que tivéssemos em vista o caráter dinâmico do fermento.

Um pouquinho de fermento foi jogado na massa e toda ela foi levedada. Se pudéssemos reproduzir esse processo de fermentação eletronicamente, veríamos um rápido avanço em cadeia, espalhando-se até que todos os cantos e recantos da massa fossem atingidos. Nada é capaz de deter seu avanço. Ellen White diz que essa parábola “ilustra o poder vivificante e assimilador da graça de Deus” (Parábolas de Jesus, p. 96).

O fermento era uma imagem vívida, própria para ensinar como a graça de Deus trabalha no homem. Consiste de uma transformação interior, atuando de dentro para fora. Não depende de esforço humano e atua de maneira silenciosa. É imperceptível aos olhos humanos; não chama atenção para si. Não dá para medir nem calcular matematicamente, mas nem por isso fica no campo do indeterminado. Outros perceberão mudanças na vida daqueles que receberam a graça de Deus e foram transformados pelo Seu poder.

O livro Parábolas de Jesus, nas páginas 101 e 102, mostra o que a atuação da graça de Deus fará em nossa vida. Ela “dulcificará a índole”; “aumenta a capacidade de sentir, de amar”; “não produzirá espírito de rivalidade, amor de ambição, desejo de primazia”; torna seu possuidor “bondoso e ponderado, humilde no conceito próprio”, “cheio de esperança”; a graça irá “reger o temperamento e a voz”; conferirá “polidez”, “palavras bondosas e encorajadoras”, “afabilidade, cortesia, clemência e longanimidade”; além disso, graças à presença da graça, o semblante se transforma e a presença de Cristo no coração transparece no exterior. Uau! Que lista!

Que tal adicionar uma colherinha desse fermento em nossa vida?

sábado, 9 de julho de 2011

Decisão

O mundo não tem descanso e não quer permitir que os seus moradores descansem.
Todos os dias as nossas preocupações nos tomam e ditam a velocidade dos nosso passos, cada vez mais apressados, para conseguir terminar projetos, cumprir compromissos, alcançar objetivos que, na verdade, nunca terão fim.  O mundo prega que é preciso sempre buscar mais, que nada está bom, que é possível sempre ser melhor, melhor que o outro, e que pra isso você precisa passar por cima daquele que corre ao seu lado. No modelo mundano as pessoas são sempre ameaças, obstáculos, inimigos, e apenas o seu eu é o que deve importar. Uma forma egoísta de viver, de interagir, de lidar com as pessoas. Se algo não é bom para você, não vale a pena.
Deve-se tirar o maior proveito possível das pessoas sem precisar fazer nada por elas em troca e quando se faz alguma coisa por alguém espera-se muitas vezes mais dela como retorno. Não se pode parar para ajudar quem precisa pois isso o fará perder tempo que poderia ser usado para ganhar alguma coisa para si, principalmente dinheiro, que é o que faz funcionar o mundo de hoje.  Cada vez mais poder, posses, coisas das quais não se precisa para viver, mas se precisa para esconder o infinito vazio que existe dentro de cada pessoa que gasta seu tempo nisso.
Buscar essas coisas é o que mais importa e é nisso que se consome cada minuto da vida. O inimigo das almas tece uma teia muito bem projetada para que você perca todo o seu tempo com coisas desse tipo e não sobre um segundo sequer para buscar a Deus, para observar o que Ele fez, para agradecer pelo sol que brilha e faz a vida se renovar a cada dia. Vivemos como filhos de um pai que nos colocou no mundo e nos abandonou, esquecendo-se de nós, seus filhos, e nos deixando abandonados à própria sorte. Essa é a idéia que o inimigo tenta colocar em nossa mente mas não o faz assim, diretamente, mas através de pequenas coisas soltas que parecem não oferecer nenhum perigo e acabam passando desapercebidas aos nossos olhos tão distraídos.
Assim você esquece do teu Deus. Não tem mais tempo para Ele. Está muito ocupado com coisas que 'precisa terminar' e Deus pode ficar para depois. Diz 'quando eu terminar isso eu terei um tempinho para Deus' e o inimigo se aproveita disso, fazendo com que isso não tenha um fim nunca. Sempre há algo mais para fazer, um detalhe ainda por acertar, algo assim. E Deus?
Olha querido, Deus está a esperar, buscando de diversas formas chamar a sua atenção para Ele, procurando abrir-lhe os olhos para que venhas exergar o quão envolvido nas artimanhas do inimigo você se encontra. Nosso Pai de amor que tudo faz por nós está a nos chamar e nós dizemos 'espera um pouco Deus, já vou.'
E ele espera pacientemente. Mas nós quando precisamos dEle queremos que Ele nos responda no exato momento em que pedimos. E tomados pela nossa própria razão ousamos erguer a voz e dizer 'não é esse o Deus que está sempre pronto a escutar, que está em todo lugar, porque não me responde agora que preciso?'
Nossa visão está tão distorcida que nos colocamos na posição de criadores e queremos criar o nosso próprio deus, que faça tudo o que queremos, quando queremos, da maneira que queremos e rápido, pois temos pressa!
Onde está o respeito por Aquele que criou o céu, a terra, você!?
Acaso és mais importante que o teu Criador para que lhe possas exigir algo?
És pó, e voltarás a ser pó. Subestimamos o poder de Deus e exaltamos o nosso próprio poder. Filho, não te enganes nos caminhos do inimigo que tenta de todar as formas iludir e obscurecer a visão dos filhos de Deus. Não passamos de pecadores imundos do pecado que nos consome e nos afasta do nosso Pai. Tudo o que vemos é lixo, é nada. Tudo o que temos será um dia, consumido pelo fogo que virá do céu e o que restará deste mundo do qual julgamos ser donos? Nada!
Guarda na tua mente que o teu lugar não é aqui. Tome tempo para buscar a presença de Deus na tua vida, para buscar a aprovação dEle e não a dos homens. Prefira ocupar-se das coisas de Deus e não das tuas próprias coisas. Mesmo depois de tudo, teu Pai ainda te espera. Busca-O enquanto se pode achar, enquanto o Seu braço ainda está estendido para te resgatar das garras do mal, pois chegará o dia, e está próximo, em que a benção de Deus irá se retirar de sobre a terra e neste dia, aquele que estiver salvo permanecerá salvo e o perdido estará para sempre perdido.
Decide o que tu queres enquanto podes e busca o teu caminho, busca a proteção do Pai, busca a salvação que Ele oferece a todo aquele que nEle crê. Entrega o teu coração ao único que pode te dar a vida eterna e te afasta da presença do inimigo.
Ao tomar esta decisão, o inimigo vai se irar contra ti, vai procurar te ter de volta com todas as suas forças e irá te tentar a voltar para ele mas não precisas ter medo.
Agora tu pertences ao Deus Poderoso que já venceu o inimigo e te dá esta vitória de graça, basta aceitar. Escolhe por Jesus e alegra-te na sua paz. Ele te espera, não demora. 'Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem as do futuro, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor' ( Romanos 8:38-39) amém!



                                                                        ' - W.bOy - ' , 09 07 2011 .

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9 de julho Sábado


Liberdade em Cristo


Se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres. João 8:36

Estávamos no Congresso de Jovens da Divisão Euro-Africana, em Budapeste. A participação nos congressos é uma oportunidade de encontro e reencontro de jovens e amigos. Para essas ocasiões, os líderes têm sua agenda, os jovens têm sua agenda e Deus tem a dEle. Creio que Deus usa esses eventos para conseguir decisões de jovens que, de outra maneira, não iriam se decidir.

Lembro-me de dois momentos naquele congresso. O primeiro na cerimônia de abertura, quando os jovens da Hungria entraram com a antiga bandeira de seu país, com um furo no meio. É que no centro da bandeira havia estado o símbolo da dominação comunista, e eles agora se sentiam livres.
O outro momento foi quando a delegação africana apresentou seu programa. A música de fundo era “Born Free” (Nascido Livre), cantada por Frank Sinatra. Durante o programa, imagens de liberdade destacavam o que aqueles jovens apresentavam: algemas abertas, correntes quebradas, sol nascendo, pássaro voando.

Jesus, em Seu primeiro discurso, disse a respeito de Si mesmo: “Ele Me enviou para proclamar liberdade aos presos e [...] para libertar os oprimidos” (Lc 4:18).

O apóstolo João fala da transformação que acontece na vida da pessoa que se encontra com Cristo. Deus diz: “Você está livre para servir-Me o resto da vida”. “Aos que O receberam, [...] deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1:12).

Esqueça sua mentalidade de escravo e veja-se como filho. O escravo é aceito pelo que faz; o filho é aceito pelo que é. O escravo é aceito por sua capacidade de trabalho; o filho por seu vínculo afetivo. O escravo se sente vigiado; o filho se sente livre. O relacionamento do escravo é a distância; o relacionamento do filho é na proximidade. O escravo recebe salário; o filho recebe herança. O filho obedece por amor; o escravo, por compulsão.

“Cada história cristã é uma história de libertação. Cada uma diz como uma pessoa se libertou dos confinamentos e ideias pequenas, das correntes do que outros pensam, das grades emocionais da culpa e da mágoa [...]. Somos livres para mudar” (Tim Hansel, Holy Sweat, p. 64).

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gl 5:1).

sexta-feira, 8 de julho de 2011

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8 de julho Sexta


Confessando Diante do Senhor


Então reconheci diante de Ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor e Tu perdoaste a culpa do meu pecado. Salmo 32:5

Por que relutamos em confessar nossos pecados a Deus se Ele já sabe tudo a nosso respeito? Por que, sabendo que erramos, passamos dias até confessar os pecados? Será que é para mostrar a Deus que a confissão está sendo realmente sincera e que estamos verdadeiramente arrependidos?

A palavra confessar traz em seu âmago a ideia de “admitir e reconhecer o pecado; concordar; reconhecer a falta a fim de ganhar um favor”. Se trouxermos para o âmbito espiritual, confessar é, também, concordar com aquilo que Deus diz ser pecado.

É difícil confessar apropriadamente. Procuramos quase sempre espremer, encolher, reduzir ao máximo possível nosso erro, como às vezes fazemos com pão francês quentinho.

A confissão é um reconhecimento de nossa pequenez, de nossa fragilidade. Tanto para pedir perdão quanto para confessar, precisamos dobrar nosso eu, nosso orgulho, nossa suficiência própria e nossa imagem de super-homem e supermulher.

Na confissão, nosso tom de voz não é explicativo, nem justificativo daquilo que fizemos, mas um tom de mágoa e enternecimento. Não é apenas dizer para Deus: “Senhor, sinto muito pelo erro que cometi”, mas dizer para Ele: “Senhor, pequei contra Ti.”

Não tente compensar o pecado não confessado dando uma de “bom menino”, correndo para ser mais prestativo ou chegando mais cedo em casa. Estaríamos fazendo o que é certo pelas razões erradas.

Um dos melhores exemplos de confissão que encontramos na Bíblia é o do filho pródigo. Ele chegou até mesmo a ensaiar o que devia falar. Tomou a atitude correta. Disse: “Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o Céu e contra ti” (Lc 15:18). A confissão dele foi específica.

“Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados” (Sl 32:1).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

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7 de julho Quinta


Intercedendo Como Jesus


Pois Ele levou o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu. Isaías 53:12

Moisés foi um intercessor por excelência. Muitas vezes, rogou em favor dos israelitas. Uma vez, dentro de sua estratégia militar contra os amalequitas, enquanto Josué liderava o exército no vale, Moisés subiu uma montanha juntamente com Arão e Hur. Enquanto uma batalha física era travada no vale nas mãos de Josué, outra batalha espiritual tinha lugar na montanha, com Moisés levantando as mãos sobre o conflito, ajudado por Arão e Hur até o fim do dia.

Jó também dizia: “Assim como alguém defende o seu amigo, eu preciso de quem defenda o meu direito diante de Deus” (Jó 16:21, NTLH). Paulo orou pelos irmãos da cidade de Éfeso: “Não deixo de dar graças por vocês mencionando-os em minhas orações” (Ef 1:16). Quando Pedro estava sendo severamente tentado por Satanás, Jesus saiu em sua defesa e disse: “Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lc 22:32).

Suponha que você estivesse enfrentando uma crise. Como você se sentiria se, justamente nesse momento, Jesus o chamasse pelo seu nome e dissesse “Eu orei por você”?

Jesus ora por causas específicas em nossa vida, como fez no caso de Pedro. As orações dEle são cheias de sabedoria e poder, adequadas às necessidades de cada um, como foi no caso de Pedro.

Nenhuma oração intercessória, no entanto, pode se comparar à oração de Jesus em João 17. Esta é a oração mais extensa de Jesus. Nos versos 6 a 19, Ele orou pelos discípulos e, finalmente, nos versos 20 a 26, orou por todos os crentes.

Nos sentimos fortalecidos e encorajados quando alguém nos toca o ombro e diz: “Estou orando por você.”

Às vezes, queremos passar a imagem de que estamos por cima de qualquer situação, de que somos super-homens e supermulheres. Que podemos superar qualquer crise por nós mesmos. Por que não falar com um amigo, e dizer: “Estou precisando que ore por mim nesta próxima semana”?

A família, os amigos, os vizinhos, a igreja podem ser apenas o círculo inicial dessa oração intercessória.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

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6 de julho Quarta


Diminuindo a Velocidade


Na quietude e na confiança está o seu vigor, mas vocês não quiseram. Isaías 30:15

Publicações especializadas na área do estresse trazem a notícia de que os holandeses estão inventando um aparelho eletrônico, uma espécie de bracelete, que muda de cor passando do amarelo para o vermelho quando a tensão sobe a níveis não recomendados. O aparelho manda um aviso: “Tire um tempo”, ou “Deixe esfriar”, ou ainda “Reconsidere o que ia fazer”. A expectativa é que traga benefício aos consumidores e fabricantes.

Enfrentamos o estresse todos os dias, desde o momento em que nos sentamos para tomar o desjejum, quando tomamos o ônibus e quando entramos no carro na expectativa de enfrentar trânsito carregado para ir à escola ou ao trabalho. Quando fazemos aquela pergunta rotineira: “Como vai?” A resposta é: “Correndo como sempre!”

Chegamos até mesmo a colocar o estresse dentro de várias categorias: estresse escolar, político, financeiro, pastoral, familiar, esportivo, etc. Sem querer, o médico também faz aumentar esse nível de estresse, ao dizer que nossa asma, pressão alta, úlcera e mais uma quantidade de doenças podem estar relacionadas ao estresse. Quanta gente consegue tirar seus momentos de lazer sem ficar com senso de culpa, e outros que se orgulham de não tirar férias?

E os remédios? São inúmeros. Alguns cientificamente comprovados, e outros repetitivos: diminua o ritmo, faça mais exercícios, chore mais, equilibre sua dieta, fique fora das situações que causam estresse, você não é insubstituível, etc.

Milhares de anos atrás, o Criador do ser humano, prevendo essa corrida doida, mandou um recado por meio do profeta: “Na quietude e na confiança está o seu vigor” (Is 30:15). Ou, como diz outra tradução: “Na tranquilidade, na completa dependência de Mim, está a sua força.”

Quando nos sentimos desorientados e rabiscamos numa folha de papel, tentando procurar soluções, nos esquecemos de pedir calma e do recado de Deus segundo o qual a tranquilidade e a confiança fazem bem. Precisamos receber paz e iluminação dAquele que pode e sabe o que é melhor para nós.

Alguém fez a seguinte oração: “Senhor, se a tensão pode criar alguma coisa boa na corda do violão, então não é demais pedir que Tu possas usar minha vida para criar alguma coisa boa.”

terça-feira, 5 de julho de 2011

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5 de julho Terça


Encontrando Vida na Cruz


Voltem-se para Mim e sejam salvos, todos vocês, confins da Terra. Isaías 45:22

Numa das viagens em que realizamos o projeto Prisma, na ilha de Breves, PA, fiquei hospedado em uma das casas de beira de rio, com telhado e madeiramento à vista. Estava na rede antes de dormir, quando vi na cumeeira da casa uma serpente se mexendo. Grande. Fui avisar os donos da casa, mas eles responderam: “Não precisa ter medo. É que aqui na ilha, como não existem gatos, a jiboia é que cuida dos ratos. Mesmo assim, seria bom armar a rede noutro lugar, porque aí, nesse ponto onde o Senhor está, ela já caiu em cima de outro.”

Durante sua caminhada no deserto, os israelitas tinham sido miraculosamente protegidos contra a invasão de serpentes venenosas. Depois, por causa de murmuração, ficaram desprotegidos e um bando dessas serpentes invadiu o acampamento. Era só abrir o cobertor, levantar o colchão, ou abrir a despensa da cozinha e deparar-se com uma serpente. A picada era seguida por inflamação dolorida e morte súbita.

A ordem de Deus a Moisés foi: “Faça uma serpente e coloque-a no alto de um poste; quem for mordido e olhar para ela viverá” (Nm 21:8). Imagine um israelita que descobre que seu filho foi picado por uma serpente. “Querida, traga o canivete.” Ele faz o corte e procura sugar o sangue. “Traga o antídoto.” Logo depois, porém, ele percebe que o filho está morto. Ele fez o que era lógico, mas não o que Deus havia dito para fazer.

Você não deve começar descobrindo quais são seus erros ou seus pecados. Não precisa pegar o canivete e nem mexer na ferida. Você tem que sair de sua tenda e olhar de frente para a serpente de bronze. Somente assim é que será curado. Moisés não perdeu tempo. Foi ao melhor artífice de metal e produziu uma figura igual à da serpente. O que seria necessário fazer antes de olhar para aquela haste com uma serpente? Crer que a cura iria acontecer.

O remédio não era nada convencional, mas era o que Deus determinara. O que era aceitável a Deus era a fé das pessoas em Sua providência. O israelita que olhasse não iria dizer: “Olha só como eu me saí dessa!”, mas diria: “Obrigado, Senhor, por me salvar.”

Não devemos minimizar a importância do olhar da fé, pois foi pela fé que aqueles que foram mordidos olharam para a serpente de bronze e viveram. O mais miserável dos pecadores pode olhar para Jesus e viver.

“Deus tornou pecado por nós Aquele que não tinha pecado, para que nEle nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5:21).

segunda-feira, 4 de julho de 2011

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4 de julho Segunda


A Vontade de Deus


Eu sei o que estou fazendo. Já tenho tudo planejado – planos para cuidar de você, não abandoná-lo. Planos para lhe dar o futuro pelo qual você espera. Jeremias 29:11, The Message

Gostaria de conhecer o autor do texto que vem a seguir. Com muita propriedade e grande dose de inspiração, ele conseguiu colocar em um pequeno espaço riqueza de conceitos digna de um pequeno quadro. O poema tem como titulo “A Vontade de Deus”:

A vontade de Deus nunca irá levá-lo
Aonde a graça de Deus não possa guardá-lo,
Aonde os braços de Deus não possam sustentá-lo,
Aonde as riquezas de Deus
Não possam suprir suas necessidades,
Aonde o poder de Deus não possa capacitá-lo.
A vontade de Deus nunca irá levá-lo
Aonde o Espírito de Deus
Não possa operar por seu intermédio,
Aonde a sabedoria de Deus não possa ensiná-lo,
Aonde o exército de Deus não possa protegê-lo,
Aonde as mãos de Deus não possam moldá-lo.
A vontade de Deus nunca irá levá-lo
Aonde o amor de Deus não possa envolvê-lo,
Aonde as misericórdias de Deus não possam animá-lo.
Aonde a paz de Deus não possa acalmar seus temores,
Aonde a autoridade de Deus não possa dominá-lo.
A vontade de Deus nunca irá levá-lo
Aonde o consolo de Deus
Não possa secar suas lágrimas,
Aonde a Palavra de Deus não possa alimentá-lo,
Aonde os milagres de Deus
Não possam ser operados em você,
Aonde a onipresença de Deus não possa encontrá-lo.

Há sempre um longo caminho a percorrer quando falamos sobre a vontade de Deus para nossa vida. Gostaríamos de ter um ponto de chegada, mesmo que não vejamos claramente o fim da jornada. Nem sempre é assim. Mas podemos ter certeza de que Deus tem os melhores planos para nossa vida.

domingo, 3 de julho de 2011

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3 de julho Domingo


Por que Desistir?


Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Salmo 42:5

O salmista enfrentava um momento de ansiedade e depressão e percebeu que estava sem recursos para enfrentar o que havia pela frente. Ele se perguntava: Por que estou querendo desistir? Por que toda essa inquietação? E respondeu confiantemente: “Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda O louvarei” (Sl 42:5).

Você já parou no meio da correria do dia a dia e se perguntou: “O que é mesmo que está me preocupando?”

Há alguma coisa neste exato momento inquietando seu coração? Está aguardando ansioso o resultado de algum exame médico? Sua noiva foi rude com você? Seu esposo está com um comportamento diferente? A filha já devia ter dado notícias e você não sabe onde ela está? Quanta coisa! Às vezes, é um telefonema que nos traz inquietação ou é a percepção de que alguma coisa importante foi esquecida. Ou até a frase de um amigo que, no meio da conversa, pergunta: “Mas é isso mesmo que você quer?”

Uma dessas situações ou o conjunto delas dispara dentro de nós um sentimento de ansiedade e temor que pode atrapalhar o dia. A imaginação vai a “mil por hora”. Ficamos como aquela imagem inoportuna aparecendo na tela do computador e clicamos uma e outra vez para que ela desapareça porque está tirando nossa concentração. É uma espécie de pisca-pisca em nosso cérebro, em estado de alerta, sinalizando uma situação preocupante; mas não sabemos muito bem por que estamos nos sentindo assim.

Nesse momento, o mais lógico é identificar o que nos preocupa. Não fazer de conta que tudo está bem quando, em realidade, não está. Também não devemos ignorar o que estamos sentindo.

Em segundo lugar, precisamos tomar providências para resolver a situação. Isso pode significar um telefonema, uma visita, ir a determinado lugar, gastar um tempo extra fora da agenda daquele dia e/ou conversar com alguém para que o problema seja resolvido.
A esperança não está em nós mesmos, mas em Deus. Devemos ir a Ele e permitir que Ele interprete nossos anseios. Quem sabe a situação não seja tão grave assim. Temos que pedir, finalmente, que Ele nos supra de força para enfrentar a situação.

Como é bom começar o dia sabendo que temos ao nosso lado alguém que sabe como nos tirar do labirinto em que nos encontramos. Coloquemos nossa esperança no Senhor. Ele nos livrará.

sábado, 2 de julho de 2011

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2 de julho Sábado


Graça no Convívio do Lar


Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres [...], como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida. 1 Pedro 3:7

Recebi, certa vez, em meu escritório uma jovem senhora, com rosto choroso, numa segunda-feira cedo. “Pastor, briguei com meu esposo ontem à noite. Mandei-o embora de casa e ele foi mesmo!” Na conversa, ela comentou que o esposo não a ajudava em casa, mas reconheceu que o tinha xingado. No dia seguinte, conversei com ele, que lamentava a interferência da sogra e o fato de a esposa não ter colocado o sobrenome dele junto ao nome dela. Marquei um encontro com os dois na segunda-feira seguinte.

Às seis horas da tarde, desci ao hall de entrada do escritório, onde só estavam os dois, sentados, olhando cada um para um lado, sem se conversar. Quando perguntei o que estava acontecendo, pareceu que eu havia passado um bisturi na ferida. Acusações mútuas surgiram em voz alta. Não havia clima de conciliação. A conversa ia e vinha, e ele dizia: “Ela não colocou o meu sobrenome no nome dela.” Enquanto falavam, eu orava silenciosamente pedindo que Deus me orientasse no que fazer e dizer, porque não via solução.

Já eram quase nove horas da noite, quando finalmente perguntei para os dois: “O que vamos fazer com as meninas?” (Eles têm duas filhas, de dois e quatro anos.) Houve silêncio total. Longo. Intencionalmente deixei que esse silêncio se tornasse incômodo. “Bem, pastor”, disse a esposa, “eu resolvi. Vou colocar o sobrenome dele no meu nome.” Foi uma meia-volta da noite para o dia na entrevista, e conversamos sobre os ajustes de responsabilidade por parte de cada um.

Ao sair da minha sala, havia apenas uma lâmpada acesa na escada. Ela disse: “Não estou enxergando.” Ele perguntou: “Posso lhe dar a mão?” Não acreditei no que estava vendo. Em silêncio, agradeci a Deus o milagre.

O conselho de Pedro é para que o homem trate sua mulher com honra, tendo em vista suas necessidades e maneira de ver as coisas. O esposo tem que conhecer os medos, ambições e expectativas da esposa e o que a faz feliz. Deve ter cuidado ao falar com a esposa e com as crianças, para que o tom da voz, e a escolha das palavras, a atenção, tudo possa estar dentro de uma moldura de graça que contribua para a atmosfera de felicidade.

Mais do que qualquer outro relacionamento, o casamento é feito de renúncias. Naquela noite, ao voltar para casa, agradeci a Deus pelo que é o amor, e pelo milagre que a graça pode realizar em cada casal.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

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1º de julho Sexta


Hábitos


Pois o homem é escravo daquilo que o domina. 2 Pedro 2:19

Os hábitos são uma espécie de “poupa tempo”. Eles nos permitem fazer certas coisas “sem pensar”. Já pensou se todos os dias antes de calçar o sapato você ficasse decidindo: vou colocar o direito ou o esquerdo? E agora, que perna da calça vou vestir primeiro? E se toda vez que fosse abrir uma porta eu dissesse: “Agora vou segurar a maçaneta da porta, girar e puxar.” Os digitadores não precisam pensar que o R está em cima ou embaixo, no teclado, e o M no lado esquerdo ou direito. Formado o hábito, pronto: conseguem digitar sem mesmo olhar o teclado. Por isso, dizemos que “o hábito é como uma cama macia: fácil de deitar, difícil de levantar.”

Temos a tendência de pensar nos hábitos de forma negativa: drogas, bebida, mentira, fofoca. Mas está em nosso poder cultivar bons hábitos. Se você quiser melhorar a vida espiritual, terá que dar uma olhada em seus hábitos. Alguns vão aproximá-lo de Deus, outros vão afastá-lo dEle. O que podemos fazer?

Identificar o hábito. Todos têm hábitos que gostariam de mudar. Até que não identifiquemos e decidamos ter sob nosso controle aquele hábito, ele terá poder sobre nós. Podem ser hábitos que afetam a saúde ou nosso relacionamento com Deus. Seja qual for o hábito, temos que encará-lo com determinação para mudá-lo.

Desejo de mudar. Muitos conhecem os hábitos que os controlam, mas a menos que sintam necessidade de mudança, nada vai acontecer. Seja para se desfazer de um hábito, seja para incorporar outro, o cérebro tem que participar no processo, dando boa razão para isso.

Pedir ajuda. Quando reconhecemos que alguns hábitos necessitam ser abandonados, temos que pedir ajuda divina para isso. O diabo pode sussurrar: “Você já tentou isso várias vezes antes e nunca funcionou. Você nunca vai conseguir mudar.” Temos que depender da ajuda de Deus. “O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste O agrada; ainda que tropece, não cairá, pois o Senhor o toma pela mão” (Sl 37:23, 24). “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:57).

“Acima de quaisquer dotes naturais, os hábitos estabelecidos nos primeiros anos decidem se um homem será vitorioso ou vencido na batalha da vida. A juventude é o tempo da semeadura. Determina o caráter da colheita, para esta vida e para a outra” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 308).

quinta-feira, 30 de junho de 2011

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30 de junho Quinta


Mudando a Crise em Vitória


Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para Ti. 2 Crônicas 20:12

Como seres humanos, cremos muitas vezes no pior. No poema Torneira seca, o poeta José Paulo Paes escreve: “A torneira seca (mas o pior: a falta de sede) / A luz apagada (mas o pior: o gosto do escuro) / A porta fechada (mas o pior: a chave por dentro).”

Era uma situação de emergência nacional. Três nações se encaminhavam para atacar Israel. Um senso de pequenez e incapacidade tomou conta do rei e dos líderes da nação. Seus recursos eram insuficientes. Humanamente, não conseguiriam enfrentar os inimigos. O último recurso era orar. E a oração transformou a crise; o desespero em conquista.

Sem dúvida, o rei Josafá esperava que Deus indicasse em detalhes todas as estratégias para a guerra: “Faça uma reunião com o alto comando. Convoque de volta os reservistas. Faça a checagem das armas. Disponha o exército em alas e pelotões.” Entretanto, Deus pediu que na vanguarda do exército fosse um coral.

O profeta trouxe para o rei a mensagem de Deus: “Não tenham medo nem fiquem desanimados por causa desse exército enorme. Pois a batalha não é de vocês, mas de Deus” (v. 15).

A palavra jihad, que depois do atentado de 11 de setembro foi traduzida no mundo ocidental como “guerra santa”, passou a ocupar o noticiário desde então. Do ponto de vista bíblico, “guerra santa” é o conflito em que Deus luta por Seu povo. E a vitória não depende de armas, mas da obediência a Deus.

Gostaríamos que as promessas de Deus estivessem sob os ditames de nossos sonhos e expectativas e que, ao darmos o comando certo, saíssem do arsenal do Céu mísseis para varrer do caminho tudo aquilo que estivesse impedindo nossos planos, ou da organização que dirigimos, de serem realizados.

Essa imagem de um coral como “pelotão de elite” era incomum e no mínimo engraçada, porque o campo de batalha não é lugar de louvor. O mais surpreendente é que esse pessoal não parecia um exército indo para a batalha, mas voltando de uma. O que eles cantavam? “Deem graças ao Senhor, pois o Seu amor dura para sempre” (2Cr 20:21).

“Em qualquer emergência devemos sentir que a batalha é [de Deus]. Seus recursos são ilimitados, e as aparentes impossibilidades farão que a vitória seja ainda maior” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 202).

Em momentos de crise pessoal e institucional, o Deus que interveio em favor de Seu povo no passado também intervirá hoje.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

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29 de junho Quarta


Para Tal Tempo Como Este


Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha? Ester 4:14

Esta é uma história repleta de intrigas, complôs, heróis, vilões, inveja e suspense, com uma trama capaz de fazer inveja a Spielberg. E como ocorre em quase toda história, um final feliz.

O fio central da trama: o rei, sem saber, decretou a morte de sua própria esposa e de seu clã formado pelo povo judeu. Uma mulher, inicialmente mera figurante, foi colocada por Deus no lugar e no momento certo no papel central e exerceu uma liderança capaz de mudar o curso da história do próprio povo. Ester se tornou rainha do reino mais poderoso da Terra e desfrutava de todos os privilégios que a posição proporciona.

Mardoqueu, seu primo e mentor, contou para ela o que havia sido tramado. Ele confiava em alguém que nem é mencionado no livro de Ester: Deus.

Em sua conversa com Ester, ele declarou: “Eu creio que você foi colocada nesta posição não apenas para se tornar esposa do rei. Foi muito mais do que ganhar um concurso de beleza e se tornar rainha. Ester, não perca de vista a missão, o foco, a razão pela qual você está aqui. Não se exima! Não ‘tire o corpo fora’! Não ‘fuja da raia’! Você faz parte de um plano que Deus tem para Seu povo.”

Não houve indecisão da parte dela. Não argumentou: “Talvez este não seja o melhor momento. Será que não estamos sendo precipitados? Não é melhor esperar? Por que não procuramos um caminho menos perigoso e arriscado?”

Sabendo de todas as dificuldades que estavam no caminho, Ester pediu que orassem por ela e aceitou o desafio: “Eu vou, mesmo que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei.” Ela mesma jejuou e orou, e o rei, num dia em que estava de boa vontade, disse: “Você pode pedir até metade do reino que eu lhe darei.”

O encadeamento dos fatos e os momentos providenciais de Deus não terminaram ali. O Senhor ainda está no controle de tudo. Ainda hoje Ele coloca pessoas no tempo e no lugar certos para cumprir Seus propósitos.

Alguma vez você já se perguntou por que está no colégio em que está, morando onde mora e ocupando a função que ocupa? Quem sabe Deus tenha colocado você na sua posição, na sua casa, no seu trabalho, no seu colégio, na sua comunidade neste tempo com um propósito.

Ele também tem um plano e uma missão definidos para nós, no lugar e no tempo em que estamos. Não vamos subestimar a forma e o momento em que Deus pode nos usar. Se Ele esteve com Ester, também estará conosco.

terça-feira, 28 de junho de 2011

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28 de junho Terça


Alegria Completa


Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! Filipenses 4:4

Alegria não é a habilidade de contar piadas ou fazer todo mundo rir. Também não é apenas uma reação do que acontece conosco quando tudo vai bem, temos sucesso ou quando estamos diante da perspectiva de ter o que desejamos.

A alegria que vem de Deus toma muitas formas. Pode ser um sentimento de paz, na certeza de que tudo está nas mãos dEle; ou se manifesta quando um amigo diz: “Me lembrei de você e liguei.”

Será que nos esquecemos das referências bíblicas que falam de alegria e regozijo? As figuras de linguagem que Jesus usou para falar do reino ou de Seus milagres eram uma demonstração daquilo que Ele disse: “Para que a [...] alegria de vocês seja completa” (Jo 15:11). Ele falou do Céu como se fosse um banquete ou uma festa (Lc 14:15); o pastor se alegrou com a ovelha que foi achada (Lc 15:5); a multidão se alegrou quando foi curada a mulher que estava enferma havia 18 anos (Lc 13:13); as crianças se alegraram quando Jesus Se deteve para abençoá-las; o leproso que voltou para agradecer (Lc 17:15); e os discípulos, que, depois da ressurreição, estavam alegres.

Certa vez, um pequeno grupo de estudos da Bíblia chegou justamente ao texto de Gálatas 5, sobre os frutos do Espírito: amor, alegria, paz, etc., todos relacionados com a experiência pessoal. À medida que discutiam, descobriram que estavam experimentando amor e paz. Muitos admitiam a necessidade de ser mais pacientes (se eu estivesse presente teria reconhecido isso). O grupo também admitiu que tinha fé e era bondoso. Reconheceu sua necessidade de mansidão e domínio próprio. Mas um item que todos concordaram de que precisavam muito, mas muito mesmo, foi alegria.

“O amor difundido por Cristo por todo o ser é um poder vitalizante. [...] Implanta no coração uma alegria que coisa alguma terrestre pode destruir – a alegria no Espírito Santo – alegria que comunica saúde e vida” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 115).

Podemos repetir com o salmista: “Então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de cantos de alegria (Sl 126:2).

segunda-feira, 27 de junho de 2011

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27 de junho Segunda


A História de Margarete


Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Mateus 18:10

Em uma palestra sobre autoimagem para estudantes do Ensino Médio no Unasp, campus São Paulo, Nancy Van Pelt nos contou a história a seguir:

Desde o primeiro dia de aula, Margarete e sua professora, senhorita Garner, não se davam bem. Num incidente, quando tinha nove anos, Margarete entrou correndo na classe, atrasada mais uma vez. A senhorita Garner ficou furiosa. “Margarete, estávamos esperando você. Venha aqui na frente agora mesmo!”

Ela pediu que Margarete ficasse de frente para a classe, e aí começou o pesadelo da menina. A senhorita Garner berrou: “Crianças! Margarete não tem sido boa aluna. Tentei ajudar, mas parece que ela não quer aprender. Vamos lhe dar uma lição. Quero que cada um de vocês venha à frente, pegue um pedaço de giz e escreva no quadro aquilo em que Margarete precisa melhorar. Quem sabe isso vai fazer com que ela melhore.”

Foi um ato cruel. Como professora, ela sabia o poder que têm os apelidos. Ali ficou Margarete, petrificada diante da senhorita Garner. Os alunos em fila silenciosa começaram a escrever: “Margarete não arruma o cabelo”, “Não é inteligente”, “É gorda”, “Usa óculos ‘fundo de garrafa’”, “É egoísta”... E, assim, os 25 alunos terminaram de rabiscar alguma coisa.

Foi o dia mais longo da vida de Margarete. Aquela dor nunca a deixou. Ainda sob a sombra daquelas sentenças, 40 anos mais tarde ela foi tratada de seu trauma com uma psicóloga. Dois anos com sessões semanais e agora ela estava na última sessão. “Bem, Margarete, creio que hoje é o dia da formatura. Eu sei que vai ser muito difícil, mas vou lhe pedir que você faça uma coisa. Volte em sua mente à sala de aula, naquele dia. Procure se lembrar do que cada um dos 25 alunos escreveu e de como você se sentiu.”

Margarete ainda se lembrava de cada detalhe. Finalmente, terminou, e ela não parava de chorar.

“Margarete, Margarete... você deixou Alguém de fora. Ele está Se levantando e recebe o giz da senhorita Garner. Agora Ele está indo para o quadro e apaga o que cada aluno escreveu. Desapareceram, Margarete, desapareceram. Você O reconhece? É Jesus! Olhe, Ele está escrevendo alguma coisa no quadro: ‘Margarete é amável... bondosa... gentil...forte... tem muita coragem.”

Margarete começou a chorar. Logo suas lágrimas deram lugar a sorrisos e risos. Já não se sentia mais condenada nem rejeitada.

“Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da Sua serva” (Lc 1:46-48).

quarta-feira, 22 de junho de 2011

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22 de junho Quarta


Começar e Terminar


Pois eu estou certo de que Deus, que começou esse bom trabalho na vida de vocês, vai continuá-lo até que ele esteja completo no dia de Cristo Jesus. Filipenses 1:6, NTLH

Existem composições e obras de arte inacabadas. O primeiro exemplo que me vem à mente é a Sinfonia Inacabada de Schubert. Até hoje todos lamentam que Leonardo da Vinci não tenha terminado o quadro “A Adoração dos Magos”. Michelangelo deixou várias esculturas e pinturas por terminar. E pelo mundo afora existem edifícios e projetos que permanecem inacabados, ou porque são caros ou porque são complicados e vão tomar mais tempo do que se imaginava inicialmente.

E em nossa casa, há coisas esperando ser terminadas? A leitura de um livro, o conserto de um móvel, a coleção que precisa ser completada, etc. O frustrante é nos deparar quase todo dia com essas e outras coisas e perceber que precisam ser completadas.

Deus tem um trabalho a realizar em cada ser humano. Ao contrário de outros projetistas e artistas, tudo o que começa, Ele termina. Não Se impressiona nem Se desanima com a dificuldade ou com o custo daquilo que quer fazer. Ele não começa um trabalho e o larga no meio do caminho, dizendo: “Não vale a pena. Não compensa. Vou pegar outra coisa que seja mais fácil e que Eu termine em pouco tempo.” Na oficina de Deus, todos somos peças em diferentes estágios de andamento. Alguns começando, outros na metade, outros no processo final.

O próprio apóstolo João, com quem Jesus começou um trabalho de moldagem, disse: “Agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele” (1Jo 3:2).

Cada dia Deus dá uma cinzelada na escultura ou faz uma aplicação na pintura. Pode ser que alguns deem mais trabalho do que outros.

A reação de Jesus diante de tudo o que tinha que realizar foi: “Recebi uma tarefa para fazer. Ela é importante. Tenho um tempo determinado para realizá-la. Vou até o fim.” Com determinação e com a intenção de concluir a obra, Jesus Se aproximava de cada trabalho que tinha que realizar.

Paulo é um grande exemplo para nós. No fim da vida, pôde dizer: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4:7).

“Renova-me, Senhor Jesus, já não quero ser igual; / Renova-me, Senhor Jesus, põe em mim Teu coração. / Porque tudo o que há dentro de mim, / Necessita ser mudado, Senhor. / Porque tudo o que há dentro do meu coração, / Necessita mais de Ti.”

terça-feira, 21 de junho de 2011

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21 de junho Terça


Homem Segundo o Coração de Deus


Então Davi disse a Natã: “Pequei contra o Senhor!” E Natã respondeu: “O Senhor perdoou o seu pecado.” 2 Samuel 12:13

Caçador, guerreiro, general, rei e poeta. Músico, assassino, adúltero. Irmão, esposo e pai. Líder, herói e mito nacional. Nenhum outro personagem da Bíblia tem sua história tão aberta quanto Davi. Não há problema nenhum em dizer que jovens que foram fiéis como José, Daniel, Ester, Josué e os três hebreus foram pessoas segundo o coração de Deus. Mas temos que respeitar as escolhas de Deus, e Ele diz que encontrou alguém “segundo o Seu coração” (1Sm 13:14).

O caso de adultério de Davi e Bate-Seba ganhou as manchetes. Suas tentativas de mascarar o mal feito não deram certo. Plano A: Davi chamou Urias para que dormisse em casa. Falhou. Plano B: embebedou Urias. Falhou. Até que, num ato extremo, o rei escreveu um memorando para o comandante Joabe: “Comandante, coloque Urias na vanguarda do exército, onde a batalha é mais feroz, para que ele seja ferido e morra.”

O que deve ter pensado Joabe quando recebeu o bilhete? “Esta é a letra de Davi. Eu a conheço. Mas, será possível que a mão que compôs bonitos salmos é a mesma que escreveu este bilhete enviando uma sentença de morte?”

Cobiça, adultério, mentira, assassinato. A consciência de Davi não o deixou em paz. Deus, que viu e vê tudo, foi em socorro do filho. Mandou que o profeta Natã lhe fizesse uma visita. Para não ferir a sensibilidade do rei, Natã disse que gostaria de discutir um assunto de caráter civil e ouvir a opinião do monarca. Você conhece a história contada e a reação de Davi: “Pequei contra o Senhor.” E de como Natã respondeu imediatamente: “O Senhor perdoou o seu pecado.” Sem peregrinações, jejuns nem penitências.

Não foi preciso aguardar uma cerimônia especial para só então receber o perdão. A certeza do perdão foi imediata.

Mais de um ano depois do crime praticado por Davi, para mostrar Seu amor, Deus enviou o profeta indicando que o rei deveria acrescentar ao nome de seu filho Salomão, nascido após a união com Bate-Seba, o nome “Jedidias” (v. 25), que quer dizer “amado pelo Senhor”.

Hoje também Deus está dizendo: “Vá ao encontro desse rapaz, dessa moça, desse Meu filho que deixou os Meus caminhos, e diga-lhe que volte para Mim. E que acrescente ao seu nome Jedidias, que quer dizer ‘amado pelo Senhor’.”

segunda-feira, 20 de junho de 2011

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20 de junho Segunda


Justificados Pela Graça


Sendo justificados gratuitamente por Sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Romanos 3:24

Um soldado judeu por nome de Alfred Dreyfus, que demonstrou marcante habilidade em seu trabalho, foi indicado em 1891 como oficial do staff do exército francês. Três anos mais tarde ele foi preso, acusado de vender informações para a Alemanha. Seu julgamento trouxe como resultado sua expulsão do exército, degradação pública e prisão na colônia penal francesa na Ilha do Diabo.

Devido a pressões populares, exigência pública, Dreyfus foi novamente levado a julgamento em 1899, mas de novo declarado culpado.

Em vista da insatisfação popular pelo resultado do julgamento, o presidente da França perdoou Dreyfus. Mas seus amigos não estavam satisfeitos com o mero perdão e, em 1906, num terceiro julgamento, Dreyfus foi completamente inocentado. Foi dado a ele o maior escalão de major na hierarquia militar e ele foi inscrito na Legião de Honra.

Quando Alfred Dreyfus foi perdoado depois do segundo julgamento, a pena do crime do qual ele fora acusado foi perdoada. Ele foi tirado da Colônia Penal da Ilha do Diabo. Voltou para sua família e seus amigos, mas o estigma de ter sido traidor, ainda caía sobre ele. Mas quando, através do terceiro julgamento, ele foi inocentado, promovido ao posto de major e inscrito na Legião de Honra, Dreyfus foi justificado diante de todo o mundo. Ele tinha a reputação de perfeita justiça e se lhe deu o reconhecimento que vem somente àqueles que têm servido e trazido honra ao seu país.

É exatamente isso o que acontece quando Deus justifica aquele que crê em Jesus. Justificação é o termo jurídico significando que Deus declara justo todos aqueles que creem em Jesus, ou enuncia um veredito favorável em favor do culpado.

“Se vocês se entregarem a Ele e O aceitarem como seu Salvador, serão então, por pecaminosa que tenha sido sua vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá seu caráter, e vocês serão aceitos diante de Deus exatamente como se não houvessem pecado” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 62).

Precisamos escutar não meramente a voz que diga: “você pode ir, está livre do seu castigo”, mas “você pode vir; será bem-vindo em Meu amor” (H. C. G. Moule).

domingo, 19 de junho de 2011

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19 de junho Domingo


História de Duas Orações


Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. Lucas 18:10

No Evangelho de Lucas, o autor coloca essa história em uma moldura, mostrando por que Jesus contou a parábola. A versão bíblica The Message diz: “Ele contou a próxima história para aqueles que complacentemente elogiavam a si mesmos pela sua performance moral, e olhavam com desprezo para o povo comum” (Lc 18:9).

A oração do fariseu é um catálogo de suas virtudes. Primeiro o fariseu enumerou o bem que fazia, e depois o mal que não fazia. Ele não estava mentindo nem exagerando, mas tudo isso o levou a olhar os demais com desprezo e espírito de crítica. Ou, como diz Brennan Manning, “cacarejando seus julgamentos sobre aqueles que a vida machucou”.

O publicano, por sua vez, baseou-se nos atos de misericórdia de Deus para se aproximar, e proferiu uma das mais breves orações da Bíblia: “Tem misericórdia de mim, pecador!” (v. 13 ARC).

O fariseu era o tipo de pessoa que entrava na igreja com porte ostentoso, enviando uma mensagem para Deus: “Senhor, viste como a igreja ficou mais iluminada com a minha presença? Agora, Senhor, Tu tens que estar presente porque eu estou presente.” O publicano, encolhido, quase se escondia.

Um era autoconfiante e orgulhoso. O outro, envergonhado. Um pertencia à nobreza, o outro à classe comum do povo. Um dizia: “Já realizei muito; eu mereço.” O outro: “Não realizei nada; tem misericórdia de mim.”

No entanto, a maior diferença entre o fariseu e o publicano se centralizava no objeto de confiança de cada um para a salvação. O fariseu foi condenado por causa da justiça própria. O publicano foi justificado porque reconheceu que era pecador merecendo punição. Para ele, o pecado não era só a violação de uma lei impessoal, mas uma questão de relacionamento. O fariseu via o pecado como uma série de ações. O publicano dizia: “O pecado me separou de Deus.”

Agradecemos a Deus pelo que fazemos ou pelo que Deus faz através de nós? Agradecemos a Deus pelo que somos ou pelo que Deus é?

A parábola termina rapidamente: “Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus” (v. 14). O “bom menino”, apesar de seus bons feitos, volta sem ter se beneficiado, enquanto o “mau menino” volta justificado.

Como vai ser bom, neste dia, depois desta leitura, você ter a certeza do veredito de graça a seu respeito: “ [ponha seu nome], saiu justificado.”

sábado, 18 de junho de 2011

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18 de junho Sábado


Lutar por uma Bênção


Então o homem disse: “Deixe-me ir, pois o dia já desponta”. Mas Jacó lhe respondeu: “Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes.” Gênesis 32:26

Depois de 21 anos, Jacó estava de volta à sua terra. Quanto sabemos, desde que saíra de casa, nunca havia voltado a ver seu pai nem sua mãe. Na vida dele, notamos o esforço por fazer as coisas à sua maneira, procurando o próprio caminho, ou um atalho para sua vontade. Mas o maior desejo de Jacó, agora, era a restauração do relacionamento com seu irmão. Queria acertar as coisas, “passar tudo a limpo”.

Com toda essa boa intenção em mente, Jacó recebeu a notícia de que seu irmão vinha ao encontro dele com 400 homens. Então, enviou mensageiros e presentes para Esaú. Dividiu sua caravana em dois grupos e mandou que fossem antes dele. Além de executar esses planos, ele orou. Antes de se encontrar com Esaú, foi se encontrar com Deus.

Enquanto estava sozinho orando, longe de todos, na escuridão, um estranho o agarrou. Jacó percebeu que Aquele com quem estivera lutando por tanto tempo era um ser muito superior. Era uma batalha que ele por si mesmo não poderia ganhar, mas que também não admitiria perder. Não queria largar seu oponente enquanto não tivesse a certeza de receber a proteção que precisava. Depois de lutar toda a noite, disse: “Eu não posso voltar para casa como estou.”

“Foi pela entrega de si mesmo e por uma fé tranquilizadora que Jacó alcançou o que não conseguira ganhar com o conflito em sua própria força” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 203). A maior luta, na verdade, foi uma questão de entrega – a entrega de si mesmo a Cristo. Aquele com quem Jacó lutava queria apenas que ele reconhecesse sua debilidade de caráter e seu pecado.

Em sua experiência cristã, você já chegou ao ponto de dizer “Não Te deixarei ir, a não ser que me abençoes”? Quem sabe em algum momento de desespero, de angústia, você se sentiu sozinho? “Jacó prevaleceu porque foi perseverante e resoluto. Sua experiência testifica do poder da oração insistente” (Ibidem). Ele não desistiu.

Alguns param de orar justamente quando estão para receber a bênção. Desistem rapidamente; deixam de insistir. Algumas coisas podem ter resposta rápida. Outras tomarão mais tempo. Nem por isso largue do “braço da onipotência”.

Você e eu somos pessoas que necessitam receber a bênção. A graça de Deus insiste para que, em lugar de seguir nosso caminho e resolver o problema do nosso jeito, entreguemo-nos a Ele, na certeza de receber Sua bênção.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

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17 de junho Sexta


Departamento de Reclamações


Façam tudo sem queixas. Filipenses 2:14

Gordon Graham diz que “há dois tipos de descontentes neste mundo. O descontente que trabalha e o descontente que esfrega as mãos. O primeiro consegue o que quer. O segundo perde o que tem”.

Faça um inventário das coisas que o deixaram descontente ou das quais você reclamou na semana que passou. Você pode se lembrar de uma ou duas queixas que fez por telefone: o mecânico que levou o dobro de tempo do combinado; a operadora de telefone ou internet...

É difícil encontrar uma pessoa que não se queixe de alguma coisa, pois se não fala alto, fala entre os dentes, e reclama de qualquer maneira.

Há muitos “nãos” na Bíblia, mas um dos que mais causa incômodo é o do texto de hoje: “Não se queixe, não reclame.” Mas o que fazer quando você espera meia hora e não há sinal de vida, e a pessoa não aparece? Ou quando alguém promete três vezes e não cumpre? Assim, para não reclamar, é melhor deixar a pessoa livre de sua reclamação e procurar outro rumo.

Como faz parte da boa convivência, vamos fazer nossa parte para não dar motivos para que alguém se queixe de nós.

Como temos o “Dia do não fumar” e o “Dia da não violência”, poderíamos colocar na agenda o “Dia do não reclamar”. Podemos começar em casa ou no local de trabalho com alguma coisa ou situação de que com frequência somos tentados a reclamar, perdendo a paciência. Quando percebermos o quanto Deus nos tem dado, estaremos prontos para ter o “Dia do não reclamar”. Lembre-se de que qualquer que tenha sido o motivo, reclamar não ganha concurso de beleza nem de popularidade.

Parar de se queixar não é uma atitude que desenvolvemos lendo livros de autoajuda. Podemos começar pedindo a Deus que nos ajude a ser mais pacientes e mais tolerantes, em lugar de estar sempre reclamando. Também devemos pedir uma dose maior de mansidão e uma pitada mais generosa de compreensão para situações que escapam ao nosso controle.

Uma menininha corajosa foi levada ao médico para uma pequena, mas muito dolorosa cirurgia. Quando tudo estava pronto, o médico disse: “Olha, vai doer! Mas você pode chorar e gritar o quanto quiser.” A menininha olhou de volta para ele e disse: “Acho que vou cantar.” E foi isso o que ela fez, sem gritar, nem chorar. Sem reclamar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

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16 de junho Quinta


Deus Tem o seu Copyright


Eu Te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Salmo 139:14

Depois de ter falado que Deus conhece todas as coisas e especialmente cada um de nós, depois de ter mencionado a presença constante de Deus ao nosso lado, Davi dirigiu seus pensamentos para o Deus que tudo pode.

O que ele escolheu como o melhor referencial para falar do poder de Deus? Ele não mencionou o Universo nem os quasares ou galáxias. Mesmo que tivesse visto as cem melhores fotografias do telescópio Hubble, ainda assim concentraria sua admiração na maneira pela qual Deus criou o Universo. Ele simplesmente exclamaria: “Me fizeste de modo especial e admirável” (Sl 139:14)!

Davi se apreciava pelo modo de Deus o haver criado. “Senhor, Tu juntaste tudo, quando eu estava no ventre de minha mãe. Tu já sabias qual ia ser a cor dos meus olhos, como ia ser meu cabelo e qual seria meu tom de voz. Obrigado porque Tu me deste as minhas mãos. Posso jogar, tocar um instrumento, posso escrever, pintar, digitar!”

Querido amigo, na linha de montagem de Deus não há imitações. Não há cópia carbono nem clonagem. É só ver os filhos na mesma família: cada um tem um “chip” diferente do outro. Isso às vezes ajuda ou dá mais trabalho aos pais. Deus tem o seu copyright e não há como repeti-lo.

É verdade! De Adão até o momento em que você nasceu não existiu ninguém que tivesse a mesma combinação de olhar, personalidade, talentos e preferências que você. Ninguém com sua digital, seu senso de humor, e o estilo corporal que você tem. Ninguém vai usar seu jeito para conquistar alguém e ninguém vai ter seu sorriso. Ninguém ama do jeito que você ama. E, de maneira singular, depois de você, não haverá outro igual a você. Todo esse conjunto de qualidades e traços não existiu em ninguém antes de você e não será oferecido depois.

Davi sabia que Deus sustenta nosso mundo no espaço e mantém o Universo funcionando. Você também pode acreditar que Deus tem todo o poder e não há nada que Ele não possa fazer. Mas isso é impessoal e distante. O que nos interessa saber é o que o poder de Deus significa para nós hoje e no futuro.

Por isso, Davi podia dizer: “Tu sabes exatamente como eu fui feito, do nada para alguma coisa. Como um livro aberto da concepção até o nascimento. Todos os estágios da minha vida estavam abertos diante de Ti” (Sl 139:14-16, The Message).

Não há outro igual a você!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

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15 de junho Quarta


Convicção da Presença de Deus


Para onde poderia fugir da Tua presença? Salmo 139:7

A presença de Deus não era uma ameaça para Davi, mas segurança e conforto. Na primeira parte do Salmo 139, Davi descreve quão bem Deus o conhece. Na segunda parte, revela quão perto Ele está. Ele imagina lugares para os quais fugir, mas depois descarta todos. Começa com os extremos verticais: se subir ao céu, se descer ao inferno ou às maiores profundezas, ali está Deus. Depois usa as extremidades horizontais: leste, oeste; “se eu tomar as asas da alvorada indo até as extremidades do mar, não adianta, até ali a Tua mão me guiará e me susterá”.

O profeta Isaías reforça esse pensamento, dizendo: “O braço do Senhor não está tão encolhido que não possa salvar” (Is 59:1). Finalmente, ele menciona que nem mesmo as trevas são suficientes para nos esconder de Deus, quando fugimos de Sua presença.

Sansão, Jonas e o filho pródigo pensaram que, mudando de casa ou de cidade, escondendo-se de Deus, as circunstâncias iriam melhorar.

Como mencionei no dia 3, hoje existem sistemas para monitorar as pessoas constantemente: câmeras de vigilância ocultas, celulares, escutas clandestinas, chips de localização e outros equipamentos com potencial tecnológico para verificar como vivemos e o que fazemos. Há pessoas que não conseguem ser elas mesmas porque sabem que estão sendo vigiadas. A mensagem é: tome cuidado com o que você faz e com o que diz, porque você está sendo monitorado.

A presença de Deus não era uma ameaça para o salmista, mas conforto e segurança. Não há lugar nenhum em que o amor de Deus não possa nos alcançar. “Nem altura nem profundidade, [...] será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:39).

Deus não precisa de GPS, nem de rastreamento para descobrir onde você está. Não há um só momento no qual você esteja fora da “tela de monitoramento” de Deus. Hoje, tenha certeza: onde você estiver Deus estará ao seu lado.

terça-feira, 14 de junho de 2011

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14 de junho Terça


Nosso Deus que Tudo Conhece


Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance; é tão elevado que não o posso atingir. Salmo 139:6

O Salmo 139 é chamado “a coroa dos Salmos” e é um dos mais belos da Bíblia. Nele, três atributos de Deus são salientados: onisciência, onipresença e onipotência. É um poema com expressões sintonizadas àquilo que sentimos e experimentamos.

Davi ficou maravilhado pelo modo tão pleno pelo qual Deus o conhecia. Nenhum movimento, nenhum detalhe, nada escapa ao Seu conhecimento.

Não podemos imaginar como é o conhecimento de Deus. Cada aspecto da nossa vida está aberto diante dEle. Dessa forma, pensamentos, ações, palavras, motivos, Ele os conhece todos. Mesmo tendo em mente que Deus sabia tudo sobre ele, Davi não se sentia ameaçado nem amedrontado por esse fato. Nenhum evento toma Deus de surpresa. Ele também conhece todos os mistérios nas várias esferas do conhecimento humano.

Deus não faz nenhuma descoberta e jamais é surpreendido. Não fica espantado, admirado nem maravilhado com nada. Seu conhecimento é pleno, absoluto, completo. Não há segredos para o Senhor, e Ele não precisa buscar informações a nosso respeito.

Deus sabe o que pensamos antes de termos pensado. Os namorados gostariam muito de ter essa capacidade, de ler o pensamento um do outro. O que será que a Gabriela está pensando? O que será que o Marcelo está pensando?

Nenhum de nossos caminhos está escondido de Deus. “Senhor, Tu me sondas e me conheces” (Sl 139:1). Ele conhece o meu interior. Sabe quando estou lá em cima e lá embaixo. Sabe quando tudo é sol, céu azul, realização, amor. E sabe, também, quando o céu está escuro, quando estou sozinho e com medo do que possa vir.

Deus está familiarizado com nosso dia a dia. Conhece nosso itinerário. Ele traça nossa viagem e as paradas nos locais de descanso. Sabe nosso passado, presente e futuro.

Conhecendo em detalhe como nos conhece, mesmo assim Ele tem um carinho especial por nós e continua nos amando. Ninguém vai nos conhecer melhor do que Deus, e ninguém vai nos amar e aceitar melhor do que Ele.

O que Davi quis salientar nesse salmo não foi o fato de que Deus conhece todos os segredos e mistérios do Universo. O que Davi salientou foi o fato de que Deus nos conhece perfeitamente.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

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13 de junho Segunda


Deus Sabe Tudo Sobre Mim


Senhor, Tu me sondas e me conheces. Salmo 139:1

Emily Bowman escreveu a seguinte oração baseada nos sete primeiros versos do Salmo 139: “Querido Deus, “Tua Palavra ecoa em meus pensamentos assim como os meus pensamentos refletem Tua Palavra...

“Senhor, Tu me sondas e me conheces. Tu sabes tudo sobre mim. Na verdade, sabes como sou por dentro. Posso me esconder dos colegas de escola ou imaginar que minha mãe nunca vai descobrir o que fiz, mas nada posso esconder de Ti. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos.

“Tu sabes quando deixo de lado minhas tarefas da escola para assistir TV, e sabes também quando eu me levanto para estudar. Sabes o que vou fazer mesmo antes que eu faça. Conheces minhas boas intenções, e sabes quando falho. Sabes quando me sinto decepcionada comigo mesma, e sabes também que existe algo de bom em mim. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos. Tu sabes como vai ser meu dia e como vou reagir diante das situações. Conheces meus hábitos e valores. Sabias que eu ia entrar em pânico com aquela prova surpresa, mas também sabias que eu ia tirar a nota máxima!

“Ainda a palavra não me chegou à língua, e Tu, Senhor, a conheces completamente. Tu sabes o que vou dizer antes que os pensamentos se formem em minha mente e antes mesmo que as palavras sejam pronunciadas. Tu me cercas por trás e pela frente, e sobre mim pões a Tua mão.

“Observaste-me ao respirar pela primeira vez e acompanhaste meu crescimento. Tu sabes o que me aguarda no futuro. Sabes que decisões devo tomar e a quais devo resistir. Sei que guiarás todos os meus passos, em tudo o que eu fizer – nas provas, ao aprender a dirigir, nos problemas com amigos, no momento de deixar meu lar, em tudo, enfim. Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir. Sei que me conheces mais do que meu melhor amigo ou até mesmo mais do que minha família. Sei que segues ao meu lado, abaixo, acima e atrás de mim. Estás à minha direita e à minha esquerda. Sei que, se tão somente eu permitir que Tua Palavra ecoe em minha vida e ouça Tua voz em oração, guiarás cada passo do meu futuro.

“Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? Por que, então, eu iria querer viver a vida sem Ti? Amém!”

Que tal tomar as palavras de Davi e escrever sua própria oração?

domingo, 12 de junho de 2011

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12 de junho Domingo


O Amor Tudo Espera


O amor não conhece limites para sua paciência, fim para sua confiança, nem enfraquecimento de sua esperança; ele é capaz de superar tudo. 1 Coríntios 13:7, Phillips

Quando Elizabeth Barret se tornou esposa de Robert Browning, seus pais desaprovaram o casamento e a deserdaram. Elizabeth escrevia para eles quase toda semana, dizendo como os amava e que aguardava a reconciliação. Esperou meses e anos pela resposta.

Depois de dez anos, ela recebeu pelo correio uma caixa grande, que continha todas as cartas que ela havia escrito. Nenhuma tinha sido aberta. Apesar de essas “cartas de amor” terem depois se tornado parte da literatura inglesa, é realmente triste pensar que elas nunca foram lidas pelos pais de Elizabeth. O relacionamento rompido com a filha poderia ter sido refeito se eles tivessem pelo menos olhado algumas delas. A espera não teve resultado positivo, mas nem por isso o amor desistiu.

No capítulo dedicado ao amor, no verso mais curto, o apóstolo Paulo diz que o amor “tudo espera” (1Co 13:7). Há esperança de que o inimigo se torne amigo. De que volte o esposo ou a esposa que abandonou a casa.

Mesmo os namorados, depois de terem levado um “fora”, ainda interpretam qualquer comportamento do ex como sinal de esperança de que o namoro pode ser refeito. Assim, um telefonema, um olhar intencional, um sorriso ao cruzarem no caminho, um encontro que não era para acontecer, mas aconteceu – tudo isso atua como sinal e desperta esperança: “Ainda tenho esperança de que ele/ela volte para mim.”

E se a espera não der resultado, numa expressão de consolo, dizem: “Ah, pode deixar, meu/minha próximo(a) namorado(a) terá o magnetismo e o carinho que esse/essa não teve.”

A esposa espera que o marido alcoólatra largue a bebida e se torne o pai que os filhos precisam. Mas é o amor que a faz esperar.

Quando o filho ou a filha se rebelam e rejeitam os valores e a tradição da família e abandonam o lar, não há outra saída senão esperar.

O filho pródigo ainda é filho. Não interessa por quanto tempo tenha saído de casa, se foram dias, semanas, meses, quem sabe até anos, o pai continua esperando porque ama.

Deus é o campeão no quesito espera. O coração dEle é marcado pelo desejo de ver todos incluídos no Seu círculo de amor.

sábado, 11 de junho de 2011

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11 de junho Sábado


O Amor Leal de Deus


O Senhor lhe apareceu no passado, dizendo: “Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atraí.” Jeremias 31:3

O amor continua sendo tão indefinido e misterioso como a célula humana, mas igualmente vital para nossa existência. Defini-lo parece impossível, mas uma das melhores definições é a que encontrei numa revista hispana: “Amor é um compromisso incondicional com uma pessoa imperfeita.”

George Matheson escreveu um hino sobre o amor de Deus, que por ocasião de sua composição teve circunstâncias adversas. Logo depois do noivado de George, a noiva ficou sabendo que ele estava se tornando cego. Não havia nada que os médicos pudessem fazer para reverter a situação. Ela então terminou o noivado dizendo que não podia passar o resto da vida com um homem cego.

Matheson se tornou completamente cego enquanto estava estudando no seminário. Era aluno brilhante e a irmã tomou conta dele durante esse período de estudos. Logo depois, ela se casou. Estudiosos da vida de Matheson dizem que o fim do noivado e o casamento da irmã fizeram com que não houvesse mais ninguém para cuidar dele, e dessa experiência acabou “nascendo” um hino.

Ele mesmo descreve como compôs o hino: “Meu hino foi composto na noite do dia 6 de julho de 1882, quando eu tinha quarenta anos de idade. Estava sozinho em casa. Era a noite do casamento da minha irmã e toda a família permaneceu em Glascow.

“Alguma coisa aconteceu comigo que somente eu entendi, e me causou grande angústia mental. O hino foi fruto daquele sofrimento. Foi o trabalho mais rápido que já fiz em minha vida. Parece que ele estava sendo ditado para mim por alguma voz interna em lugar de ser mesmo uma criação minha. O trabalho não levou mais do que cinco minutos e nunca foi retocado depois. [...] Veio como o brilho da aurora sobre mim.” São aquelas composições e poesias nascidas no cadinho da dor.

Olhando para sua vida, ele menciona que ela havia sido cheia de obstáculos, mas que a esperança nunca iria se apagar.

Como Matheson pôde superar toda essa situação? No próprio hino ele diz que “Deus traçou o arco-íris na chuva”. É a figura de um concerto e de uma promessa. “Amor, que por amor desceste! Amor, que por amor morreste! / Ah, quanta dor não padeceste! Minh’alma vieste resgatar / E meu amor ganhar! (Hinário Adventista, nº 120).

Podemos hoje experimentar a segurança desse amor leal de Deus.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

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10 de junho Sexta


Encontrando o seu Par


Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção. Filipenses 1:9

Até no dicionário a palavra “namorar” é rica em significado e entremeada de romance: “desejar ardentemente; inspirar amor; fitar (alguma coisa) de maneira insistente; atrair; procurar conquistar; cativar”, etc. (Novo Dicionário Aurélio, 1980, Editora Nova Fronteira).

Namorar como um meio de descobrir e encontrar o parceiro é coisa nova na história da humanidade. Antes os casamentos eram arranjados. O namoro era feito na casa da moça. Depois, passou para encontros públicos, convite para sair juntos e para jantar. Hoje o processo é mais complexo e vai mudando com o tempo.

Deus é criativo demais para ter uma fórmula única para o encontro de duas pessoas. Essa atração é apenas uma “cola temporária” para avaliar a pessoa com quem estamos. Deve ser o tipo de pessoa para quem se possa olhar e dizer: “Obrigado, Senhor, pelo(a) namorado(a) que me deste”, e não se queixar dizendo: “Olha só, Senhor, o que caiu na rede.”

Existem amigos, rapazes e moças, que sonharam ser namorados, mas a luz nunca passou do amarelo para o verde para que o namoro começasse. Ficaram detidos no caminho por causa de pequenas diferenças que podiam ser superadas. É o grupo dos “mais que amigos e menos que namorados”. “Ah! Teria funcionado se não tivéssemos sido amigos antes, se fôssemos mais jovens, se morássemos mais perto, se ele não fosse tão liberal ou tão conservador, ou fosse mais cuidadoso na observância do sábado.”

Ao recomendar uma esposa para o filho Isaque, Abraão disse para seu servo: “Não me traga uma moça que acredita em coisas diferentes das que acreditamos.” Quer dizer, há lugares certos nos quais procurar uma pessoa para formar um par para o resto da vida. Essa é uma história simples, mas mostra como a orientação divina operou na vida de dois jovens quando o importante assunto do casamento estava em pauta.

O ideal de Deus é que você possa andar com o seu/sua namorado(a) na mesma direção espiritual; do contrário, você estará se arriscando. Se quando namora alguém da mesma fé você certamente enfrenta problemas, imagine se você se relacionar com alguém que não conhece os princípios cristãos.

“Se a direção divina em algum tempo deveria ser procurada em oração, é antes de dar um passo que liga pessoas entre si para toda a vida” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 465).

quinta-feira, 9 de junho de 2011

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9 de junho Quinta


Procurando seu Par


Você fez disparar o meu coração com um simples olhar. Cantares 4:9

A singularidade e a beleza dessas palavras só podem ser comparadas aos impulsos poéticos dos bons escritores do tempo do romantismo. Mas elas estão num livro que tem nome superlativo: “O Cântico dos Cânticos” (Ct 1:1).

Uma olhadinha, uma piscadinha de leve, um olhar insinuante. Tudo está dentro da tática da conquista. Mas será que isso é suficiente para começar um namoro?

A fim de ajudar os mais tímidos e indecisos na procura de um par, existem hoje, só nos Estados Unidos, mais de três mil agências de casamento. E a cada mês, ao redor do mundo, três bilhões de pessoas visitam sites em busca de um par. Além dessas agências de casamento, existem ainda 120 milhões de sites com a palavra “amor”.

Será que Deus tem uma agência de casamentos no Céu? Será que Ele vai apertar em Seu computador um mínimo de dez dígitos do lado masculino e dez do lado feminino e os dois vão sair de onde estiverem para se encontrar?

Será que os jovens e solteiros cristãos de hoje pedem a Deus que os dirija na escolha do parceiro? Ou primeiro consultam os amigos, suas preferências pessoais, e depois perguntam: “Então, Senhor, acha que vai dar certo? Se for, por favor, me envie um e-mail dizendo: ‘É ela! Pode começar!’” Será que estamos dispostos a submeter de verdade a Deus nossa vida sentimental?

Se Deus não for convidado para um processo tão importante como é o namoro, o resultado pode ser desastroso. Muitos não querem começar o namoro por causa do risco e da dor em potencial que isso envolve, mas como faz parte da vida crescer, errar, acertar, temos que arriscar.

A quem consultamos para a escolha do par? C. S. Lewis escreveu uma vez para um amigo: “Eu não duvido de que o Espírito Santo guia suas decisões internas quando você as toma com intenção de agradar a Deus. O erro seria pensar que Ele fala só do nosso interior, quando em realidade Ele fala também através das Escrituras, da igreja, dos amigos cristãos, livros, etc.”

Sua fonte de consultas é imensa para que você possa errar menos.

O maestro Lineu Soares tem uma linda composição cantada em inúmeras cerimônias de casamento: “O amor é bondoso, constante e fiel, / Ele é o começo da vida no Céu. / O amor é uma estrada de brilho e de luz. / O amor é eterno, o amor é Jesus.”

Que esse amor dirija seus passos na escolha de um companheiro.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

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8 de junho Quarta


Enfrentando a Tentação


Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; Ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. 1 Coríntios 10:13

Por sua própria natureza, a tentação é enganosa. Começa de maneira sutil e inocente. Não grita. Fala mansinho; sussurra. Não há lugar, nem esconderijo, por mais secreto que seja, em que ela não entre. Nenhum ser humano está imune à sua sedução, nenhum escapará ao seu engodo.

A definição mais simples de tentação é “insinuação interior pecaminosa, com a intenção de nos levar para o lado errado”. Também é “satisfazer desejos legítimos de maneira incorreta”.

É impressionante como algumas vezes nós mesmos desejamos ser tentados e dizemos: “Ah! Só mais uma vez... Esta será a última!” Ou vamos a lugares em que sabemos que seremos tentados, e depois perguntamos: “Por que caí?”

Não existe uma fórmula única para resistir ao atrativo da tentação, mas podemos dar alguns passos que podem nos ajudar. Um deles é decidir antecipadamente resistir a ela.

Daniel é o melhor exemplo nesse aspecto. Sabendo que comeria da mesa do rei e que nela haveria alimentos dos quais ele não participaria, “decidiu não se tornar impuro” (Dn 1:8). Ele disse: “Eu sei que servirão carnes que não posso comer, e vinhos que não posso beber. Vou estar com meus amigos hebreus e caldeus, mas não vou participar desses pratos.” Dessa forma, não hesitou em manter seus princípios e valores.

Decidir com antecipação envolve estudar mais para não colar. Inclui evitar passar perto de um bar, se tiver problemas com a bebida. Se o problema for com a sensualidade, deve-se evitar navegar na internet ou assistir televisão até altas horas, recebendo imagens que poluirão a mente. Quaisquer que sejam as circunstâncias, decida antes.

A tentação gradativa foi um ardil usado contra Eva: “Você já está com o fruto na mão, dê uma mordida. Você já deu uma mordida, agora coma ele todo.” Essa tentação consiste em convencê-lo de que, se você deu o primeiro passo, é o mesmo que ter chegado ao fim da viagem. Hoje seria assim: “Você já tomou um gole, agora beba o copo todo.” “Já deu uma tragada nesse cigarro, fume ele todo.” “Já chegou até aqui com essa garota, vá até o fim.”

Na luta contra o inimigo, lembre-se destas palavras: “Submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês” (Tg 4:7).

“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2:1).

terça-feira, 7 de junho de 2011

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7 de junho Terça


Ensina-nos a Orar – 2


Porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de O pedirem. Mateus 6:8

Com tantos exemplos de oração no Antigo Testamento, por que os discípulos pediram: “Ensina-nos a orar” (Lc 11:1)?

Na segunda tríade de petições do “Pai Nosso”, Jesus parece ter incluído as preocupações da vida humana. Todas as três estão na primeira pessoa do plural: “dá-nos” (Mt 6:11), “perdoa as nossas dívidas” (v. 12) e “não nos deixes” (v. 13).

“Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia” (v. 11). É bom saber que Jesus não passou por alto nossas necessidades materiais. Ele mesmo proveu o vinho para uma festa, pão e peixe para a multidão.

Quando Ele ensina a orar dizendo “nosso pão de cada dia”, está incluindo o que é básico para nossa vida. Ele está falando de saúde, roupa para vestir, teto para abrigar, trabalho, estudo, etc. Portanto, devemos demonstrar nosso agradecimento a Deus por isso.

“Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores” (v. 12). Jesus também ensinou que devemos orar pelas necessidades espirituais e emocionais.

Já que o problema do ser humano é o pecado, uma das petições centrais do Pai Nosso é sobre o perdão. Levamos a Deus nossos pecados e nossas falhas e, ao receber o perdão, somos objeto da graça de Deus. Por isso, devemos também estender o perdão a outros. “Aquele que não perdoa, obstrui o próprio conduto pelo qual, unicamente, pode receber misericórdia de Deus” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 113).

“E não nos deixes cair em tentação” (v. 13). Ou, como diz outra tradução: “Concede que não fracassemos no dia da prova.” Aqui admitimos nossa fragilidade e nosso medo de vir a pecar. Levamos a Deus nossa vulnerabilidade, porque sabemos que lutamos contra um inimigo que conhece nossos pontos fracos. “Deus é fiel; Ele não permitirá que vocês sejam tentados alem do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, Ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (1Co 10:13).

Deus sabe o quanto podemos suportar, e devemos pedir-Lhe força para resistir. “À medida que o Espírito Santo glorifica a Cristo, nosso coração é abrandado e subjugado, as tentações perdem sua força, e a graça de Cristo transforma o caráter” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 118).

A oração do Senhor faz jus ao seu nome, pois nela temos nossas necessidades supridas, nossos pecados perdoados e nossas tentações vencidas.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

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6 de junho Segunda


Ensina-nos a Orar – 1


E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa. Mateus 6:7

A oração que Jesus ensinou aos discípulos é simples e específica. Não dá espaço para que nossa mente fique divagando. Creio também que a ideia dEle era nos dar um simples exemplo em contraste com as longas orações dos líderes religiosos daquela época.

A oração do Senhor segue o mesmo padrão dos Dez Mandamentos. Jesus resumiu a lei dizendo que devemos amar a Deus em primeiro lugar e depois ao nosso próximo. A primeira parte da Oração do Senhor se centraliza em Deus e depois volta a atenção para nossas necessidades. As três primeiras sentenças estão na segunda pessoa do singular, no modo imperativo:

“Santificado seja o Teu nome” (v. 9). O primeiro pedido é que Deus seja honrado como tal e que seja dada a devida reverência ao Seu nome. Quando oramos “santificado seja o Teu nome”, manifestamos o desejo de tornar a presença de Deus real na oração. Como oração, o Pai Nosso não começa com as necessidades humanas, mas com a honra devida ao nome de Deus.

Ao começar dizendo “santificado seja o Teu nome”, saio do meu horizonte e elevo os olhos para Alguém superior. Não entro na sala de audiência de Deus como se estivesse indo visitar um amigo de muito tempo, aquele na porta de quem você nem bate e já vai entrando, joga a agenda em cima da mesa, o paletó de um lado, se esparrama na poltrona e pergunta: “E aí?” Mesmo com a proximidade que me permite chamá-lo de Pai, devo reconhecer o privilégio e a solenidade de me aproximar dEle.

“Venha o Teu reino” (v. 10). Para Jesus e os discípulos, o reino de Deus não era apenas uma realidade futura, no clímax da história, mas uma experiência presente no coração do ser humano. O reino de Deus ainda não existe em Sua plenitude no presente. Por isso, cabe a nós não apenas orar, mas trabalhar pelo seu avanço na Terra e para que a salvação se faça presente no coração de todos.

É uma oração para que o plano da salvação chegue à sua realização final e venha o fim do pecado.

“Seja feita a Tua vontade” (v. 10). Como é difícil, às vezes, alinhar nossa vontade à de Deus. Nessa oração, peço que Deus me ajude a encontrar a vontade dEle para minha vida e a confiar em Seu modo de decidir e responder. Por isso, precisamos de humildade e submissão para entregar nossa vontade à dEle, permitir que Ele nos dirija e nos submetermos à Sua providência.

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5 de junho Domingo


Como Ficar em Segundo Lugar


Corra para vencer [...] Eu não sei sobre você, mas eu estou correndo firme para a linha de chegada. 1 Coríntios 9:24, 26, The Message

Usar o título do devocional de hoje em uma palestra para atletas e jogadores, às vésperas de uma final de torneio ou campeonato, seria no mínimo provocação. Ou para confundir ainda mais, poderíamos intitular a palestra como “Aprendendo a ter sucesso como perdedores”. O que o segundo lugar nos ensina?

Não se faça de vítima, pensando: “Todos querem me prejudicar”, “Estão me perseguindo”, “Tenho talento e ninguém me convida”. Fazer o papel principal do filme “Esqueceram de Mim” não vai ajudar.

Reconheça suas peculiaridades. Nenhum de nós é fotocópia de um irmão ou irmã. Nem mesmo se formos gêmeos. Deus criou cada pessoa com diferentes habilidades, técnicas e interesses. Conviva de forma alegre com os diferentes gostos e atrativos.

Chegar em primeiro lugar nem sempre é vencer. Se, no afã de ser o primeiro, você atropelou, pisou e insultou a outros; e se na obsessão pela nota 10 não teve tempo para seus amigos, você descobrirá tarde que o primeiro lugar trouxe solidão e isolamento. Vai levantar o troféu sem ninguém para aplaudir; ninguém com quem comemorar. Nesse caso, o sabor da vitória não traz satisfação completa, nem é tão doce assim.

Não use o fracasso como desculpa para desistir. No intervalo de uma convenção de líderes de Desbravadores e Aventureiros, fui visitar o museu de uma grande fábrica de refrigerantes. Logo à entrada, vimos uma contagem crescente, digitalizada velozmente, de quantas latinhas estavam sendo vendidas em todo o mundo. Eram bilhões! Interessante é saber que, no primeiro ano de funcionamento, a empresa vendeu apenas 400 unidades.

Se para você alguma coisa não deu certo, em lugar de procurar uma desculpa, pergunte-se em que pode melhorar da próxima vez.

Aceite-se como uma pessoa de valor. A pesquisa que não serviu, a monografia que não foi aceita, a desclassificação no jogo, não são padrões para medir seu valor pessoal e fazer com que perca a confiança em si mesmo. Você vai descobrir que “o que ensina mais é a escalada e não chegar ao topo da montanha; é a viagem e não o fim dela”.

O cristianismo é o refúgio daqueles que ficaram em segundo lugar, mas que se tornaram campeões pela graça de Deus. Há lugar, prêmio e recompensa para todos.

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4 de junho Sábado


Graça e Verdade em Jesus


Vimos a Sua glória, glória do Unigênito e vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14

Muita gente viveu na Terra, mas somente de Jesus é que se poderia dizer que era “cheio de graça e de verdade”. Quando Seus seguidores procuraram uma palavra para descrever Jesus, para explicar Seu amor e bondade, escolheram a palavra graça. Depois que eles a utilizaram, nunca mais ela continuou a mesma. Encheu-se de vida e significado.

Embora não encontremos nos Evangelhos Jesus usando a palavra graça, a graça transbordava em todas as palavras e ações dEle. Qualquer pessoa que tivesse se encontrado com Jesus poderia dizer: “Existe nEle um magnetismo encantador. Existe graça.”

As pessoas não acham difícil acreditar e ver Jesus como cheio de graça, mas se sentem incomodadas com esta dualidade em Jesus: havia nEle graça e também verdade.

Será que a verdade elimina a graça ou a graça elimina a verdade? O mundo aprecia, aceita a graça de Deus e para ela corre. Porém, recusa-se a aceitar a verdade e corre dela. Temos que oferecer as duas, porque “a verdade sem a graça, condena o pecador; e a graça sem a verdade, torna-se conivente com o pecado”.

Todos querem graça plena, completa, abundante, mas quando se chegam diante da verdade, ela tem de ser relativa. Quando erramos ou fazemos traquinagem, queremos ser julgados pela graça. O outro que seja julgado pela verdade!

Ao ensinar e curar, Jesus foi cheio de graça e verdade. Assim foi com o paralítico de Betesda: “Amigo, levante-se. Ande. Você recebeu graça, foi curado. Agora, cuide para não voltar a fazer o que fazia” (Jo 5:5-15). No episódio da mulher flagrada em adultério, os que a levaram até Jesus eram defensores da lei. Mas Jesus também era defensor da lei e disse: “Aquele que estiver sem pecado pode apedrejá-la!” (Jo 8:7). O único que podia fazê-lo era Ele mesmo. Nesse momento, no entanto, Ele concedeu graça – e também aplicou a verdade. Disse para a mulher: “Agora vá e abandone sua vida de pecado” (v. 11).

A Pedro, que estava profundamente triste pelo que havia feito, Jesus concedeu três chances. “Pedro, por que é que vai gastar o resto de sua vida pescando? Venha, mostre seu amor em um ministério bonito em favor do Meu rebanho!” (cf. Jo 21:15-17).

Podemos pedir hoje que nossa vida seja cheia de graça e de verdade.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

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3 de junho Sexta


Tudo se Acalmou


“Coragem! Sou Eu! Não tenham medo!” Então subiu no barco para junto deles, e o vento se acalmou. Marcos 6:50, 51

Na rota do dia, o inesperado: uma tempestade! Ansiedade, irritação, medo. A tempestade parecia estar além das forças dos discípulos e era daquelas que eles nunca tinham enfrentado antes. Jesus pôde ver os amigos lutando com os remos como nunca havia visto antes. Frustração, nervosismo. Que situação! Nesse momento de turbulência, Jesus Se aproxima deles.

Gostaríamos que nosso dia a dia não tivesse improvisos nem surpresas desagradáveis; que transcorresse dentro dos trilhos seguros da previsibilidade, sem exigir nenhum esforço extra. Nada que transtornasse nossa agenda.

É por isso que agendamos os itens um a um, todos os dias. Anotamos o que pretendemos fazer. Queremos nos convencer de que somos organizados, e de que tudo vai seguir seu ritmo normal, dentro da previsibilidade.

Mas, há dias... Isso mesmo. Aqueles... Parece que tudo conspirou para acontecer no mesmo dia. Atrasos. Pequenas irritações. As crianças não se arrumam a tempo para ir à escola. O carro quebra no meio do caminho, longe de qualquer tipo de socorro. A bateria do celular está descarregada e as ligações não se completam. O trânsito está difícil. Diante de tantos imprevistos, em pouco tempo você começa a priorizar e a refazer a agenda de tudo o que está pela frente.

O que fazer nesse momento de desorientação e impaciência? Espernear, xingar, gritar? O melhor mesmo é orar. Isso mesmo! Pedir que Deus nos oriente, nos dê calma, tranquilidade, nos ajude a administrar o inesperado e realizar o que precisa ser feito.

“A oração é a resposta para cada problema da vida. Ela nos põe em sintonia com a sabedoria divina, a qual sabe como ajustar cada coisa perfeitamente. Às vezes deixamos de orar em certas circunstâncias porque, a nosso ver, a situação é sem esperança. Mas nada é impossível com Deus. Nenhum problema é tão complexo que não possa ser solucionado, nenhuma relação humana tão tensa que Deus não possa trazê-la à reconciliação e a compreensão. Seja o que for que precisemos, se crermos em Deus, Ele há de suprir. Se alguma coisa nos causa preocupação ou ansiedade, paremos de propagá-la e confiemos em Deus por restauração e poder” (Ellen G. White, Review and Herald, 7 de outubro de 1865).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

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2 de junho Quinta


Certeza da Salvação – 2


Porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia. 2 Timóteo 1:12

Os pregadores adventistas sabem que um tema que atrai e garante boa assistência é aquele sobre os eventos finais. O que em realidade motiva essa audiência não é a curiosidade de saber se a crise financeira ou o aquecimento global influenciarão os eventos finais. A dúvida insistente é quanto à certeza da salvação.

Os eventos finais são apresentados muitas vezes como um processo seletivo, no qual em cada fase sobreviverão os mais fortes e consagrados. “O que vai acontecer quando meu nome for chamado? Estarei salvo ou perdido? Como vou fugir para as montanhas se próximo à minha cidade não há montanhas?”

Desavisadamente, alguns pregadores deixam a igreja com medo e em estado de suspense, em lugar de alimentar-lhe a confiança em Deus. “Cuidado! Não deixe pecado nenhum sem ser confessado, senão você pode ficar fora do Céu.” E o que fazem alguns no afã de manter a “ficha limpa”? Confessam uma, duas, várias vezes.

Reduzimos Deus a um exator, um juiz exigente, que no dia do juízo dirá: “Lamento, mas no dia 14 de junho de 2011, às 16h15, há o registro de um pecado que você cometeu e não confessou, então...” E se cometer um pecado e não tiver tempo de confessar, ao morrer, estarei salvo ou perdido?

Será que nosso relacionamento com Deus é tão frágil e instável como entrar e sair por uma porta giratória que dá acesso à salvação? Se peco, saio; se confesso, torno a entrar; se peco outra vez, volto a sair... Alguns, nesse caso, estariam sempre trancados à porta. Outros pensam em seu nome escrito e apagado todas as vezes que passam por esse processo.

Como reforço, vou usar a ilustração de Paulo em Romanos 7. Se igualamos o casamento à alternação entre erro e acerto, pecado e confissão, significando que cada vez que eu cometer um pecado me divorcio de Cristo, ao confessar, caso-me de novo. Como seria o relacionamento de um casal nessas circunstâncias? Como os dois iriam crescer?

Não precisamos continuar pendurados à dúvida. Deus nos aceita como somos e nos recebe. “Muitas vezes, teremos de prostrar-nos e chorar aos pés de Jesus, por causa de nossas faltas e erros; mas não nos devemos desanimar. Mesmo quando somos vencidos pelo inimigo, não somos repelidos, nem abandonados ou rejeitados por Deus. Não; Cristo está à destra de Deus, fazendo intercessão por nós” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 64).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

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1º de junho Quarta


Certeza da Salvação – 1


Vamos, então, sem medo, aproximar-nos confiante e ousadamente do trono da graça (o trono do favor imerecido de Deus em favor dos pecadores) para que possamos receber misericórdia (para nossas falhas) e achar graça para ajuda em tempo oportuno para cada necessidade (ajuda apropriada e oportuna) justamente quando a necessitamos. Hebreus 4:16, Versão Amplificada

Você pode achar que são apenas inquietações de adolescentes, mas muita gente grande também tem estas mesmas dúvidas: Será que vou conseguir ser fiel até o fim? Será que Deus vai me aceitar se eu não fizer todas as mudanças que devo fazer? É aquilo que a igreja ensina ou o que eu penso que a igreja ensina sobre salvação que me deixa intranquilo? Minha conversão foi genuína? Vou sobreviver no tempo de angústia?

Pense agora comigo: Será que Deus nos convida para nos aproximarmos do trono da graça, como diz o verso de hoje, sem nos oferecer nenhuma palavra de boas-vindas ao chegarmos lá? Será que ele nos abandonaria, deixando-nos sem saber se fomos aceitos ou não?

Muitos comparam a caminhada cristã em direção ao Céu à travessia de um equilibrista sobre um cabo de aço, cuidando para não cair nem para a direita nem para a esquerda. Que paz ou segurança pode existir no coração dessa pessoa, se sempre está preocupada em não cair?

Por que colocamos um tema como esse, tão bonito e essencial para uma vida espiritual feliz, dentro de uma moldura de incerteza, quando a Bíblia está cheia de promessas maravilhosas sobre a certeza da salvação?

“Sei em quem tenho crido” (2Tm 1:12). “Eu sei que o meu Redentor vive” (Jó 19:25). “Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). “Se Deus é por nós quem será contra nós” (Rm 8:31). “Aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé” (Hb 10:22).

Se eu perguntasse: “Você está seguro de sua salvação?”, quantos não tropeçariam nas respostas: “Estou me preparando”; “Estou tentando”.

Fanny Crosby escreveu mais de oito mil cânticos e hinos, durante seus 95 anos de vida. Um de seus hinos mais apreciados fala da certeza da salvação: “Que segurança! Sou de Jesus! / Eu já desfruto bênçãos da luz! / Sei que herdeiro sou de meu Deus; / Ele me leva à glória dos Céus!” (Hinário Adventista, nº 240).

“Vocês não devem deixar que coisa alguma prive o coração da paz, do descanso, da certeza de que são aceitos agora mesmo” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, [MM 1989], p. 176).